sexta-feira, 11 de julho de 2014

Minha história: como me tornei mãe

A minha história é diferente porque eu não conseguia engravidar. Estava a 5 anos sem usar pilula. Eu tinha menstruações irregulares, ovários policísticos, obesidade....enfim tudo contribuía para que não engravidasse. Os médicos diziam que eu tinha que emagrecer para ovular direito e engravidar, então parecia que tinham tantas barreiras...
Decidi emagrecer e foi o que fiz, emagreci 30 kg que conto em outro post e procurei ajuda de um especialista em infertilidade. Era final do ano e eu lembro que tive que tomar um mês de pilula antes de começar o tratamento para engravidar. Fiz muitos exames antes disso. E no dia 15 de Janeiro de 2005 eu fiz inseminação artificial, lembro que o médico disse que tinham 6 óvulos maduros, fiquei com medo de engravidar de gêmeos, trigêmeos...
Bom, naquela noite fiquei muito ansiosa, porque imaginava que tinha 50% de chances de estar grávida. Tinha que esperar 15 dias para fazer o BHCG, quanta ansiedade!
E chegou o grande dia do exame....fui no laboratório e aguardei o medico me ligar. Então era de tarde e o telefone tocou...o medico disse: Você está gravidíssima!
Foi muita emoção, chorei de felicidade.



E apartir desse dia não fui mais a mesma pessoa, eu me transformava a cada dia na mãe que iria ser. Foi uma gestação difícil porque tive alguns problemas como ameaça de aborto e pré-eclampsia, mas tudo valeu a pena. Hoje tenho a minha filha linda Anna Dora com 8 anos e saudável.



Então quero incentivar as mulheres que tem dificuldade em engravidar a lutar pelo seu sonho. Não desistam. A maior realização de uma mulher é a maternidade, sem falar do amor indescritível que é SER MÃE.



Beijinhos
Michele Valeska

domingo, 6 de julho de 2014

Grupos alimentares para introduzir na alimentação do seu filho


Boa noite mamães, vamos falar um pouquinho sobre a inclusão de alimentos na rotina alimentar do seu filhote. Até os 6 meses de idade, é recomendado o aleitamento exclusivo, ou seja apenas leite materno, porém, atualmente em alguns casos há a necessidade da inclusão de formulas infantis. E na maioria dos casos com 4 meses já há a recomendação de inclusão das papinhas doces. Vale lembrar que essa recomendação será feita pelo seu pediatra caso ele diagnosticar que há a necessidade, fora isso alimente seu bebe apenas com leite materno até aos 6 meses. E é a partir dos 6 meses de idade que a introdução de alimentos deve ser feita gradativamente na rotina do bebê. Segundo o Ministério da Saúde, diariamente devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos alimentares, conforme tabela abaixo, e deve-se variar os alimentos dentro de cada grupo. A oferta de diferentes alimentos, durante as refeições, como frutas e papas salgadas, vai garantir o suprimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento da criança.
Vale lembrar também que os alimentos devem ser bem cozidos e amassados com o garfo para obter uma consistência pastosa. A utilização de liquidificador e peneira é totalmente contra-indiciada, já que a criança está aprendendo a distinguir consistência, sabores e cores dos novos alimentos. Além disso, alimentos liquidificados não estimulam o ato da mastigação.


Segue a pirâmide alimentar que o Ministério da saúde recomenda: 



Fonte: Ministério da Saúde e Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria

Beijos e boa semana.

Cristiane Schmitz - nutricionista

domingo, 22 de junho de 2014

Você mamãe, tem incentivado o consumo de alimentos saudáveis?

Mamães, hoje vou falar um pouquinho de obesidade infantil. Um assunto que vem sendo muito discutido, devido a alta incidência na fase da infância. E eu pergunto a vocês, como vai alimentação de seu filho? 
Ele tem comido os alimentos certos?
Você mamãe tem incentivado o consumo de alimentos saudáveis?
O número de crianças com sobrepeso ou obesidade tem aumentado de maneira significativa atualmente. Isso preocupa muito os pais e familiares, já que junto a este quadro surgem doenças crônicas como hipertensão e diabetes que não eram tão presentes nessa faixa etária, porém atualmente são.
A criança deve ser estimulada a levar uma alimentação saudável para que não sofra com a obesidade, necessitando ser balanceada e adequada com todos os grupos alimentares:

·                     Energéticos (fornecem energia necessária para a realização das atividades físicas: pães, batatas, arroz etc.);
·Construtores (formam tecidos e mantêm estruturas orgânicas: leite, queijos, carnes, frango, peixes, ovos, feijões etc.);
·Reguladores (vitaminas e minerais: frutas, legumes e verduras).


A alimentação também precisa ser livre de açúcares, gorduras e muito sódio e pobre em frituras, alimentos gordurosos e alimentos com muita caloria vazia, ou seja, com baixo valor nutritivo, como por exemplo, os fast foods.
Geralmente os produtos industrializados também apresentam esse perfil, além de ter muitos aditivos químicos, utilizados pelas indústrias alimentícias para melhorar o sabor, aspecto e durabilidade dos produtos, e que não trazem benefícios à nossa saúde. As preparações caseiras são mais saudáveis e ricas em nutrientes.
Deve-se dar preferência às preparações cozidas, assadas, grelhadas ou ensopadas. Rica em fibras e com alto consumo de água, e não refrigerantes ou sucos industrializados, artificiais. É necessária a prática habitual da alimentação mais natural, com sucos de frutas naturais em vez do refrigerante, um doce de frutas, compotas, geléias, bolo de cenoura, de iogurte, etc. em vez de tortas e bolos recheados, carregados de chantilly, creme de leite e chocolate.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

MÚSICAS DE NINAR



      Desde muito pequeno o Ari Bernardo ouve canções de ninar. Em momentos como o pós banho, o soninho ou o despertar eu colocava cd´s para ele ouvir. De clássicos eruditos como Mozart e Vivaldi para bebês, até os clássicos do Pop/Rock: The Cure, U2 e Madonna instrumentais. Há uma série de músicas de muitas bandas que passaram por uma releitura adaptando-as às canções de ninar.
      Depois passei eu mesma a cantar antes dele dormir. E foram nestes momentos que relembrei minha infância, ri e me emocionei sozinha ao “desentocar” minhas memórias musicais.  Ri muito ao decifrar lentamente algumas palavras e frases que na minha infância faziam algum sentido, mas que cantadas novamente eram totalmente sem nexo. Descobri letras e palavras que nasciam de outra forma, após tantos anos. Também me emocionei relembrando as músicas que mamãe cantava para nós. E daí fui para os clássicos da família, uma coleção de canções de raiz – raízes de nossa árvore genealógica. Nesta fase cantei muito o hino nacional... E o hino do Grêmio, of course! Além de Menino da Porteira e músicas religiosas.
      Tive também minha fase compositora. Sempre em rimas, algumas forçadas e muitas próprias somente para quem não detém toda a compreensão da linguagem falada. Mas nesta fase cantei muito o que sentia por ele, o que via nele, a história dele e de nossa família ou apenas rimas engraçadas e divertidas. Foram inúmeras canções cantadas uma única vez, que falava daquele momento em especial ou do sentimento que nos envolvia.
      Descobri que mesmo muito pequeno ele já dominava várias letras e mais ainda a melodia destas músicas. Achei sensacional, surpreendente, encantador.
      A música é a expressão mais remotamente usada pelos humanos para se comunicar com os deuses. E isto não é pouca coisa, ou algo que pode nos passar despercebido. Esta linguagem transmite além dos códigos de palavras, a nossa capacidade básica de sentir, nos leva por caminhos mágicos onde o racional não pode nos levar.
      A música é emoção, é declaração, é algo que toda mamãe deve proporcionar ao seu filho. E não se preocupe com afinação quando cantares, certamente ele entenderá e sentirá o principal.
      Eventualmente meu Ari Bernardo ainda hoje me pede para cantar antes de dormir... Sinto-me uma diva das óperas italianas. Recomendo!!!


terça-feira, 17 de junho de 2014

Quando devo levar meu filho ao Psicólogo?



Esta é uma dúvida frequente dos pais com relação ao acompanhamento psicológico dos filhos. Vou relatar alguns sintomas que podem estar indicando que seu filho precisa de ajuda. Vamos pensar na criança em desenvolvimento e que está em constantes fases de mudanças, isto desde o momento que nasce até a morte somos serem em desenvolvimento. Então primeiro devemos observar mudanças de comportamento como o desinteresse por brincar, este é um sintoma muito importante. Seu filho perdeu o interesse pelos brinquedos ou quebra eles com frequência? Manifesta agressividade através do brincar?
Outro sintoma importante é a dificuldade em dormir e apetite, isto em maior ou menor grau.
Houve algum trauma na família que pode levar seu filho a mudar de comportamento como por exemplo a perda de um ente querido, separação de pais...
Na fase de aprendizagem, alfabetização e leitura algumas crianças apresentam dificuldades no ritmo de aprendizagem o que leva a escola a recomendar uma avaliação psicológica para verificar problemas e ajudar na mudança de comportamento ou ainda diagnosticar possíveis transtornos.
Seu filho apresenta medo frequente e insegurança?
Este sintoma é bastante comum como o medo de dormir sozinho, ir ao banheiro...
A criança saudável é energia! Gosta de brincar, é criativa, está sempre descobrindo seu mundo e construindo seus passos de acordo com seu ritmo de desenvolvimento que é individual. Não devemos comparar crianças da mesma idade por este motivo.
Os pais devem observar sempre o comportamento dos filhos. Devemos criar nossos filhos pensando que um dia não estaremos mais aqui para apoia-los, que eles estejam preparados para a vida de forma equilibrada. Tarefa fácil? Não mesmo....  E em qualquer dificuldade na educação dos filhos não deixe de procurar apoio.


Abraços
Michele Valeska


domingo, 15 de junho de 2014

Como variar o cardápio do seu baixinho

 

Ter um cardápio variado e saudável em casa quando se tem crianças é sempre um desafio de criatividade. A inclusão de vegetais na alimentação das crianças também é um desafio.
Muitas vezes não sabemos como nem onde incluir os vegetais para incentivar o consumo pelas crianças.
Bolinhos são sempre uma boa alternativa para incrementar a alimentação dos baixinhos. Podemos fazer vários tipos de bolinhos, e ainda incluir no seu preparo muitos alimentos ricos em nutrientes necessários para a fase de desenvolvimento. Além do próprio bolinho ainda podemos recheá-los para ficar ainda mais gostosos.

Para fazer os bolinhos podemos juntar os ingredientes da geladeira, incentivar o baixinho que não está comendo muito bem a comer melhor. As comidinhas que eles podem comer com as mãos são mais divertidas. É uma idéia de apresentar um novo ingrediente de uma forma nova. Vamos ver uma receitinha de bolinho de arroz integral, gostosa e saudável, podendo ser variada pelo cardápio do arroz básico do dia-a-dia.

Lembrando que o arroz está no grupo dos carboidratos, e quando houver bolinhos de arroz, de batata.. substitua pela porção de outro carboidrato. Não há a necessidade do seu baixinho comer bolinho de arroz + arroz + farofa é muito carboidrato, junto na mesma refeição.
Outra sugestão é fazer molhinhos saudáveis para eles passarem no bolinho, molhinhos com Ketchup caseiro, iogurte natural com salsa, tomate... ou sirva com uma sopinha. Fica bem divertido!


Bolinho de arroz integral assado recheado



Ingredientes

Arroz integral cozido
2 ovos
1/2 xícara de farinha de rosca
½ xícara de farinha de aveia
3 colheres de parmesão ralado (pode ser outro queijo mais duro)
Alguma verdura ou legume. Esse é de couve picadinha, cerca de 1 xícara. Mas serve cenoura ralada, beterraba ralada, escarola picada, abobrinha ralada, o que tiver. E pode ser tudo junto também, se preferir.
Um raminho pequeno de cebolinha picada

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dúvidas de mãe...

      Um certo dia você sai com o seu filho e quando está no meio do shopping, ele pede para comprar um brinquedo e você diz: "hoje a mamãe não tem dinheiro para  comprar o brinquedo", e começa aquela cena inesquecível: ele se joga no chão, esperneia, chorar alto, chamando a atenção até do Papa... E ainda por cima, as pessoas te olham "atravessado", como se você fosse a pior pessoa do mundo e pensam: "que mal tem em dar aquele brinquedinho para ele, tadinho..." 



Nesse momento você se sente a pior pessoa do mundo, vem a vergonha, a vontade de sumir... Mas calma, até o filho do Príncipe Charles tem ataques de birra e manha...






Aí vem as perguntas, onde foi que eu errei? O que eu devo fazer?  Meu filho é assim mesmo... Sempre faz isso... PÁRA! SEM CONFORMISMO, você PODE MUDAR essa situação.

Primeiro de tudo devemos pensar em nossa família como sendo o centro de tudo, de nossas ocupações, de nossos deveres, de valores morais intelectuais... A educação de nossos filhos hoje em dia são delegadas à escola, os pais acham que os professores  devem educar seus filhos... A escola é uma extensão da casa sim, mas a educação vem de casa, o exemplo vem de casa, o comportamento da criança reflete o clima vivenciado em sua própria casa. 



Quando uma criança mostra desvios de comportamento, de conduta, ou de socialização, a primeira coisa que deve ser feita é conversar com os pais. Entender o mundo da criança, o momento pelo qual está passando, o que está sentindo pode nos ajudar a detectar o porque da mudança de comportamento.

A criança necessita de uma rotina diária, de combinados, de regras, por fim, de limites. Dessa forma ela se sentirá mais segura para lidar com as questões afetivo-emocionais e com os relacionamentos no dia a dia na família ou na escola. 

Os problemas de comportamento são adquiridos pelas crianças pela forma como elas vivem, com a falta de limites e de regras bem claras e precisas. 

Os combinados costumam funcionar muito bem com as crianças. Elas precisam de uma certa antecipação do que vai acontecer, para não ficarem inseguras e criarem uma cena daquelas. 

Experimente, por exemplo, antes de ir ao shopping e dizer: "querido, mamãe vai ao shopping comprar tal coisa, e hoje não iremos trazer brinquedos, ok?  Por mais que ele esqueça, e ao passar pela vitrine da loja ele peça para comprar, basta você lembra-lo do combinado, e lembrar de manter o não até o fim. Ele até pode chorar, espernear, se jogar no chão, mas diante de sua postura firme de manter o NÃO, com o tempo ele irá aprender que não precisará fazer ceninhas para conseguir o que quer. 

Passei por uma situação dessa recentemente... eu filho queria brincar com água, já era 23:30h, e muito frio... Me abaixei na sua altura, olhei em seus olhos e disse firmemente:que não  iria brincar com água, pois estava muito frio e já estava na hora de dormir (aliás, passou muito da hora de dormir...). Ele chorou, berrou, esperneou e eu mantive minha postura... "Mas mãe, eu só queria brincar com água...". Sim, na cabecinha dele era só isso, mas eu não podia permitir que isso acontecesse... Meu marido quis dizer assim: vamos tomar banho, você brinca com a água no chuveiro e  eu disse: hoje não tem brincadeira com água, vamos tomar banho e dormir. O meu coração doía, de ver aquela carinha linda com olhos inchados de chorar, por estar sentido comigo, de vir me pedir tantas vezes para "só brincar com água"... mas mantive firme minha palavra, sem compensações. O brincar no chuveiro estaria autorizando a fazer o que eu havia negado... temos que tomar cuidado com as compensações. Por fim, ele entendeu que o NÃO ERA NÃO, e isso com certeza o ajudará a enfrentar as situações mais adversas que a vida lá fora irá oferecer a ele no futuro (frustrações).

Uma saída para as crises de birra e manha, é utilizar o lúdico, o imaginário da criança. Mantendo firmemente o não, você pode sugerir a ela fazer outra atividade, e distraí-la. Desviar sua atenção, mas sem dar o que ela inicialmente queria e você negou. Isso funciona! 

Como sugestão, temos alguns livros que nos ajudam a entender um pouco mais as crianças e como podemos ajudá-las e nos ajudar também.




Livro sensacional, que fala sobre o equilíbrio entre a permissividade e o limite, de uma forma antes não lida, o livro Crianças Francesas não fazem manha podem contribuir muito para ajudar você a elaborar pensamentos a respeito do tema.




Acabei de comprar esse, ainda não li, mas logo logo conto mais sobre ele!


 
Uma forma inteligente e humana de se colocar limites 
sem que os pequenos fiquem traumatizados, ótima leitura.




 Livro muito dinâmico, mostra a situação, o lado da criança, 
o que pensam os pais, a opinião do psicólogo e sugestões do que devemos e não devemos fazer.



 Através de casos verídicos, Deborah Carrol consegue exemplificar situações do dia a dia, que achamos estar presente apenas em nossas casas.



Para você ficar com o coração aliviado...




Mãe é mãe...
Mãe também sofre...
Mãe tem coração de ouro...
Mas seu filho irá agradecer um dia por você ter feito isso com ele!!!

Um beijo bem gostoso e um abraço apertado!!!

Dani Marcelino

bydanimarcelino@hotmail.com

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