Mamães, hoje vou falar um pouquinho
de obesidade infantil. Um assunto que vem sendo muito discutido, devido a alta
incidência na fase da infância. E eu pergunto a vocês, como vai alimentação de
seu filho?
Ele tem comido os alimentos certos?
Você mamãe tem incentivado o consumo
de alimentos saudáveis?
O número de crianças com sobrepeso ou
obesidade tem aumentado de maneira significativa atualmente. Isso preocupa
muito os pais e familiares, já que junto a este quadro surgem doenças crônicas
como hipertensão e diabetes que não eram tão presentes nessa faixa etária, porém
atualmente são.
A criança deve ser estimulada
a levar uma alimentação saudável para que não sofra com a obesidade,
necessitando ser balanceada e adequada com todos os grupos alimentares:
·
Energéticos (fornecem energia necessária para a realização das
atividades físicas: pães, batatas, arroz etc.);
·Construtores (formam tecidos e mantêm estruturas orgânicas: leite,
queijos, carnes, frango, peixes, ovos, feijões etc.);
·Reguladores (vitaminas e minerais: frutas, legumes e verduras).
A alimentação também
precisa ser livre de açúcares, gorduras e muito sódio e pobre em frituras,
alimentos gordurosos e alimentos com muita caloria vazia, ou seja, com baixo
valor nutritivo, como por exemplo, os fast foods.
Geralmente os produtos
industrializados também apresentam esse perfil, além de ter muitos aditivos
químicos, utilizados pelas indústrias alimentícias para melhorar o sabor,
aspecto e durabilidade dos produtos, e que não trazem benefícios à nossa saúde.
As preparações caseiras são mais saudáveis e ricas em nutrientes.
Deve-se dar preferência às
preparações cozidas, assadas, grelhadas ou ensopadas. Rica em fibras e com alto
consumo de água, e não refrigerantes ou sucos industrializados, artificiais. É
necessária a prática habitual da alimentação mais natural, com sucos de frutas
naturais em vez do refrigerante, um doce de frutas, compotas, geléias, bolo de
cenoura, de iogurte, etc. em vez de tortas e bolos recheados, carregados de
chantilly, creme de leite e chocolate.
É importante que toda a
família tenha orientações para uma alimentação saudável. Isso pode ajudar a
criança a crescer com bons hábitos, pois o primeiro e principal fator alimentar
da criança são os hábitos da família, que se refletem diretamente nas escolhas
da criança. A criança reproduz exatamente o que vê. Portanto, se os pais desejarem
que seus filhos tenham uma alimentação saudável, esta prática deve ser
transformada em um hábito familiar.
Além disso, é essencial ter
paciência e persistência, pois crianças em fase de formação de hábitos
alimentares não aceitam novos alimentos prontamente. É uma fase em que a
criança se nega a experimentar aquilo que não faz parte de suas preferências
alimentares ou alimentos desconhecidos. O que lhe agradam são os mais doces e
muito calóricos. Isso é normal, já que o sabor doce não necessita de
aprendizagem como os demais sabores, pois é inato ao ser humano.
Os pais, geralmente por medo
de que a criança perca peso ou passe fome, oferecem apenas os alimentos que são
aceitos. Cabe aos pais, portanto, colocar os limites quanto ao horário,
quantidade e qualidade.
Algumas técnicas alimentares
inadequadas, tais como ameaças, punições, súplicas, subornos, insistências em
maneiras e comportamentos à mesa também podem resultar em recusa alimentar.
Forçar uma criança a comer um determinado alimento pode ser associado a um
confronto.
Para se modificar o
comportamento de recusa, o novo alimento deve ser provado várias vezes, sem
qualquer coerção. A criança apenas deve saber que os pais esperam que ela
experimente, ainda que seja em quantidade mínima. Somente dessa forma a criança
estabelecerá seu padrão de aceitação ao conhecer o sabor do alimento.
É importante que os pais
sejam firmes nas condutas e orientados por profissionais. Para começar devem-se
modificar os comportamentos alimentares inadequados da criança e da própria
família. Todos os fatores envolvidos no processo da alimentação terão
influência no estabelecimento de hábitos alimentares adequados, e dependem de
relação positiva e sólida, desde a criança até seu alimentador, seja mãe, pai
ou outro indivíduo. Esse é o momento de proporcionar oportunidade de
desenvolver habilidades para alimentar-se, aceitar uma ampla variedade de
alimentos e socializar em torno da comida.
Referências
Bibliográficas:
BARCELOS, M.F.P.;
PEREIRA, M.C.A. Nutrição nas diversas fases da vida. Curso de pós-graduação:
nutrção humana e saúde, Universidade Federal de Lavras - UFLA FAEPE, 2002.
Beijinhos e boa semana.
Cristiane Schmitz



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