quarta-feira, 21 de maio de 2014

A Amamentação e como ela aconteceu para mim e meus filhos

Bebês devem ser amamentados no peito. Pensava assim  mesmo antes de ficar grávida, sempre acreditei nisso. Afinal de contas essa é a recomendação da  OMS – Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde. E mais que isso, é coisa da natureza mesmo, todo mamífero amamenta o filho, não entendo o porquê de muita gente querer  fazer diferente.

Quando engravidei, ficava imaginando o momento da amamentação,  sonhando com meu bebezinho grudado em mim recebendo seu alimento e muito amor. Bem do jeitinho que as propagandas sobre amamentação mostram: Uma mamãe linda, feliz e sorridente com um bebê fofo mamando no peito.

Durante a gestação a preparação que fiz para amamentar, se resumiu em seguir as orientações da obstetra: Usar a concha e um creme a partir do sexto mês para  ajudar a corrigir o mamilo. Só muito tempo depois, descobri que  meu mamilo já era formado, não precisaria de nenhuma ajuda, maaas como foi  prescrito pela médica que eu confiava, usei.  Perto do meu bebê nascer, a médica apertava delicadamente (SQN) meu mamilo e já saia o colostro, eu ficava feliz da vida, acreditando que tudo seria lindo. Via as campanhas em favor da amamentação e não imaginava que junto com todas as vantagens para o bebê e para a mãe, ela também traria alguns desgostos.

Pois bem, Pedro nascido, na maternidade quando fui amamentá-lo pela primeira vez, morrendo de medo do leite não descer por ter feito cesariana [assunto para outro post], foi só alegria, meu o garoto abocanhou e mamou pra valer, e assim foi até ele completar dois anos. Me sentia extremamente grata,  pois meu leite era farto, muito farto.

Mas, acontece que  esse período não foi só felicidade,  na verdade foi bem sofrido. Primeiro que o puerpério já é um período “punk”, ficamos mais frágeis e sensíveis. Depois  por sentir muita dor no mamilo, muita mesmo. Cada vez que eu ia por o Pedro pra mamar, já me tremia de medo da dor, meus mamilos ficaram com fissuras mega doloridas, pra ajudar o bichinho dormia bem à noite (sonho de todas as mães e eu torcendo pra ele acordar) demorava pra mamar, os peitos enchiam e empedravam, tinha que usar a bomba extratora que machucava ainda mais o mamilo. Continuei usando as benditas conchinhas pra coletar o leite que ficava vazando, jurando que elas ajudavam. Sofrido. E foi assim por quase três meses.
Hoje me pergunto, porque diabos eu naquela época não busquei mais informações sobre amamentação? Não dei um simples Google? Me limitei as orientações gerais da obstetra, fixei  na  foto da Claudia Leite na campanha em favor da amamentação e isso me bastou.

Mesmo assim, nunca me passou pela cabeça alimentar meu filho de outro jeito, ele recebeu leite materno exclusivo por seis meses em livre demanda e continuou mamando até os dois anos, desmamado de forma gradual. Passado o sofrimento inicial, nossa história de amamentação foi linda.


Agora é a vez da Laura, e quem a amamenta  é uma mãe mais informada e preparada. Joguei as conchas fora, adotei os absorventes diários e estamos vivendo esse período inicial muito mais prazeroso. Claro que nos primeiros dias também sofri com algumas fissuras e empedramento, mas por menos tempo. Hoje perto dos três meses dela, digo que ainda estamos em lua de leite e pretendo que assim vá por tanto tempo quanto o irmão.



Considero a amamentação uma das melhores partes da maternidade. Ver os olhinhos dos meus filhos me olhando fixamente enquanto mamam, sentir sua pequenina mão me acarinhando, sua cabecinha suando em contato com a pele do meu braço, ah tudo isso é a maior definição do amor.
E sim, eu e meus filhos  fomos agraciados com todas as vantagens que a amamentação proporciona, não é propaganda enganosa. Os  benefícios são inúmeros, e para que as grande maioria das mulheres possam vivenciar  o aleitamento materno de uma forma prazerosa, precisam de muita informação, disposição e paciência para lidar com os possíveis problemas, superar a fase inicial  e não desistir.  Sei que muitas mãe interromperam a amamentação ou lançaram mão de complemento de leite artificial justamente por desconhecimento do assunto, ou por influências de terceiros e acabaram se sentindo incapazes de alimentarem seus filhos com o próprio leite. Existem aquelas que não insistiram por estarem desmotivadas mesmo, e aquelas que simplesmente optaram por não amamentar . Todas tem meu respeito, afinal cada uma tem sua própria história e seus próprios motivos.


Algumas vantagens do aleitamento materno:



Informações mais completas e precisas sobre o aleitamento materno você encontra aqui, uma cartilha elaborada pelo Ministério da Saúde.

Amo amamentar essa é a verdade. Fui agraciada por ter bastante leite, meus filhos pegarem o peito de primeira, ter bastante paciência, apoio para não desanimar e saber que o resultado de tudo isso é vê-los crescendo bem nutridos e saudáveis.

Franciele


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