Bebês devem ser amamentados no
peito. Pensava assim mesmo antes de
ficar grávida, sempre acreditei nisso. Afinal de contas essa é a recomendação da
OMS – Organização Mundial de Saúde e do Ministério
da Saúde. E mais que isso, é coisa da natureza mesmo, todo mamífero amamenta o
filho, não entendo o porquê de muita gente querer fazer diferente.
Quando engravidei, ficava
imaginando o momento da amamentação, sonhando com meu bebezinho grudado em mim
recebendo seu alimento e muito amor. Bem do jeitinho que as propagandas sobre
amamentação mostram: Uma mamãe linda, feliz e sorridente com um bebê fofo mamando
no peito.
Durante a gestação a preparação
que fiz para amamentar, se resumiu em seguir as orientações da obstetra: Usar a
concha e um creme a partir do sexto mês
para ajudar a corrigir o mamilo. Só
muito tempo depois, descobri que meu
mamilo já era formado, não precisaria de nenhuma ajuda, maaas como foi prescrito pela médica que eu confiava,
usei. Perto do meu bebê nascer, a médica
apertava delicadamente (SQN) meu mamilo e já saia o colostro, eu ficava feliz
da vida, acreditando que tudo seria lindo. Via as campanhas em favor da
amamentação e não imaginava que junto com todas as vantagens para o bebê e para
a mãe, ela também traria alguns desgostos.
Pois bem, Pedro nascido, na
maternidade quando fui amamentá-lo pela primeira vez, morrendo de medo do leite
não descer por ter feito cesariana [assunto para outro post], foi só alegria,
meu o garoto abocanhou e mamou pra valer, e assim foi até ele completar dois
anos. Me sentia extremamente grata, pois
meu leite era farto, muito farto.
Mas, acontece que esse período não foi só felicidade, na verdade foi bem sofrido. Primeiro que o
puerpério já é um período “punk”, ficamos mais frágeis e sensíveis. Depois por sentir muita dor no mamilo, muita mesmo.
Cada vez que eu ia por o Pedro pra mamar, já me tremia de medo da dor, meus
mamilos ficaram com fissuras mega doloridas, pra ajudar o bichinho dormia bem à
noite (sonho de todas as mães e eu torcendo pra ele acordar) demorava pra
mamar, os peitos enchiam e empedravam, tinha que usar a bomba extratora que
machucava ainda mais o mamilo. Continuei usando as benditas conchinhas pra
coletar o leite que ficava vazando, jurando que elas ajudavam. Sofrido. E foi
assim por quase três meses.
Hoje me pergunto, porque diabos
eu naquela época não busquei mais informações sobre amamentação? Não dei um
simples Google? Me limitei as orientações gerais da obstetra, fixei na foto da Claudia Leite na campanha em favor da amamentação e isso me bastou.
Mesmo assim, nunca me passou pela
cabeça alimentar meu filho de outro jeito, ele recebeu leite materno exclusivo
por seis meses em livre demanda e continuou mamando até os dois anos, desmamado
de forma gradual. Passado o sofrimento inicial, nossa história de amamentação
foi linda.
Agora é a vez da Laura, e quem a
amamenta é uma mãe mais informada e
preparada. Joguei as conchas fora, adotei os absorventes diários e estamos
vivendo esse período inicial muito mais prazeroso. Claro que nos primeiros dias
também sofri com algumas fissuras e empedramento, mas por menos tempo. Hoje
perto dos três meses dela, digo que ainda estamos em lua de leite e pretendo
que assim vá por tanto tempo quanto o irmão.
Considero a amamentação uma das
melhores partes da maternidade. Ver os olhinhos dos meus filhos me olhando
fixamente enquanto mamam, sentir sua pequenina mão me acarinhando, sua
cabecinha suando em contato com a pele do meu braço, ah tudo isso é a maior
definição do amor.
E sim, eu e meus filhos fomos agraciados com todas as vantagens que a
amamentação proporciona, não é propaganda enganosa. Os benefícios são inúmeros, e para que as grande
maioria das mulheres possam vivenciar o
aleitamento materno de uma forma prazerosa, precisam de muita informação,
disposição e paciência para lidar com os possíveis problemas, superar a fase
inicial e não desistir. Sei que muitas mãe interromperam a
amamentação ou lançaram mão de complemento de leite artificial justamente por
desconhecimento do assunto, ou por influências de terceiros e acabaram se
sentindo incapazes de alimentarem seus filhos com o próprio leite. Existem
aquelas que não insistiram por estarem desmotivadas mesmo, e aquelas que
simplesmente optaram por não amamentar . Todas tem meu respeito, afinal cada
uma tem sua própria história e seus próprios motivos.
Algumas vantagens do aleitamento
materno:
Informações mais completas e precisas sobre o aleitamento materno você encontra aqui, uma cartilha elaborada pelo Ministério da Saúde.
Amo amamentar essa é a verdade. Fui agraciada por ter bastante leite, meus filhos pegarem o peito de primeira, ter bastante paciência, apoio para não desanimar e saber que o resultado de tudo isso é vê-los crescendo bem nutridos e saudáveis.
Amo amamentar essa é a verdade. Fui agraciada por ter bastante leite, meus filhos pegarem o peito de primeira, ter bastante paciência, apoio para não desanimar e saber que o resultado de tudo isso é vê-los crescendo bem nutridos e saudáveis.
Franciele


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