A gravidez é um momento lindo, único, o melhor momento de nossas vidas. Mas a gravidez é também um momento de muita provação.
Hoje eu tenho plena noção de que a gente só dá real valor às nossas mães, quando nos tornamos mães. Agora que virei mãe entendo o motivo de mães serem chamadas de guerreiras. Porque desde o primeiro momento de gravidez, seu foco de vida muda e não é fácil, não é fácil mesmo.
Só que, ao mesmo tempo, nunca vi nenhuma mãe reclamando, porque realmente acham que isso é pouco perto do milagre da sua vida, seu filho.
Quem nunca passou pelo processo de gravidez, simplesmente não consegue entender o que realmente é e acha que tudo é uma grande palhaçada, frescura. Mulheres no geral conseguem compreender melhor, mas homens são mais difíceis de compreender. Mas entenda, nem todas as mulheres compreendem e nem todos os homens são incompreensíveis, estou apenas generalizando para exemplificar melhor.
Desde criança, por volta de 7 anos, que tenho crise de enxaqueca. Já fiz tratamento, tomei remédio controlado. As crises são fortíssimas, já fui parar no hospital várias vezes. Logo que fiquei grávida me preocupei com isso, porque não poderia mais tomar remédios fortes caso tivesse dor e, por muita sorte, as crises diminuíram muito na gravidez, quase não tive. Mas de vez em quando eu tenho e quando eu tenho ainda escuto pessoas dizendo "Gravidez não é doença, não, tá?!". Oi?! Eu sempre tive enxaqueca, mas se agora eu tenho, é frescurite de gravidez?! Mas ok, a gente se acostuma a ouvir esse tipo de coisa e depois nem incomoda mais. Quer falar, fala!
Eu trabalho desde os meus 14 anos, sempre gostei de ter meu dinheirinho, então nessa época eu trabalhava numa colônia de férias e amava isso. Desde então tomei gosto por trabalhar, ser independente, me sentir útil. Nunca fui de ficar faltando ao trabalho, de ficar levando atestado médico. Na verdade, eu não me lembro de antes de ficar grávida, ter levado atestado médico de mais de 1 dia.
Em Janeiro desse ano, eu estava com 4 meses de gravidez, mais ou menos, e acabei escorregando na escada da beira da piscina e caí de bumbum no chão. Com a queda, não houve nada com meu bebê, mas eu acabei machucando feio o cóquix e fiquei sem conseguir sentar por quase 1 mês mais ou menos. Eu não fui bem compreendida nem no trabalho e nem na minha família, todos achando que eu estava fazendo corpo mole, mas eu simplesmente NÃO CONSEGUIA.
Com o tempo, foi melhorando bastante e a dor ficou quase nula. Mas agora, no finalzinho da gravidez, estou com quase 9 meses (34 semanas), a dor voltou com força total, por conta do peso. E não só no cóquix, as dores nas costas estão acabando comigo. Não consigo ficar muito tempo encostada na cadeira, acabo ficando inclinada para frente, quando me levanto, estou com uma dor no pé da barriga insuportável. Está realmente muito difícil.
Por isso, eu e minha médica decidimos, por eu me afastar do trabalho, faltando 1 mês para a chegada do meu João. Mas obviamente que isso não foi bem aceito no trabalho, meu profissionalismo e meu caráter foram questionados. Sendo que nunca deixei a desejar nenhum dos dois.
No início eu ficava bem triste com esse tipo de atitude, hoje eu resolvi não me importar mais. Porque, na real, a única coisa que me importa é meu filho e que ele nasça com toda a saúde do mundo.
Beijos,
Fernanda
http://maenaodorme.com.br



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