domingo, 22 de junho de 2014

Você mamãe, tem incentivado o consumo de alimentos saudáveis?

Mamães, hoje vou falar um pouquinho de obesidade infantil. Um assunto que vem sendo muito discutido, devido a alta incidência na fase da infância. E eu pergunto a vocês, como vai alimentação de seu filho? 
Ele tem comido os alimentos certos?
Você mamãe tem incentivado o consumo de alimentos saudáveis?
O número de crianças com sobrepeso ou obesidade tem aumentado de maneira significativa atualmente. Isso preocupa muito os pais e familiares, já que junto a este quadro surgem doenças crônicas como hipertensão e diabetes que não eram tão presentes nessa faixa etária, porém atualmente são.
A criança deve ser estimulada a levar uma alimentação saudável para que não sofra com a obesidade, necessitando ser balanceada e adequada com todos os grupos alimentares:

·                     Energéticos (fornecem energia necessária para a realização das atividades físicas: pães, batatas, arroz etc.);
·Construtores (formam tecidos e mantêm estruturas orgânicas: leite, queijos, carnes, frango, peixes, ovos, feijões etc.);
·Reguladores (vitaminas e minerais: frutas, legumes e verduras).


A alimentação também precisa ser livre de açúcares, gorduras e muito sódio e pobre em frituras, alimentos gordurosos e alimentos com muita caloria vazia, ou seja, com baixo valor nutritivo, como por exemplo, os fast foods.
Geralmente os produtos industrializados também apresentam esse perfil, além de ter muitos aditivos químicos, utilizados pelas indústrias alimentícias para melhorar o sabor, aspecto e durabilidade dos produtos, e que não trazem benefícios à nossa saúde. As preparações caseiras são mais saudáveis e ricas em nutrientes.
Deve-se dar preferência às preparações cozidas, assadas, grelhadas ou ensopadas. Rica em fibras e com alto consumo de água, e não refrigerantes ou sucos industrializados, artificiais. É necessária a prática habitual da alimentação mais natural, com sucos de frutas naturais em vez do refrigerante, um doce de frutas, compotas, geléias, bolo de cenoura, de iogurte, etc. em vez de tortas e bolos recheados, carregados de chantilly, creme de leite e chocolate.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

MÚSICAS DE NINAR



      Desde muito pequeno o Ari Bernardo ouve canções de ninar. Em momentos como o pós banho, o soninho ou o despertar eu colocava cd´s para ele ouvir. De clássicos eruditos como Mozart e Vivaldi para bebês, até os clássicos do Pop/Rock: The Cure, U2 e Madonna instrumentais. Há uma série de músicas de muitas bandas que passaram por uma releitura adaptando-as às canções de ninar.
      Depois passei eu mesma a cantar antes dele dormir. E foram nestes momentos que relembrei minha infância, ri e me emocionei sozinha ao “desentocar” minhas memórias musicais.  Ri muito ao decifrar lentamente algumas palavras e frases que na minha infância faziam algum sentido, mas que cantadas novamente eram totalmente sem nexo. Descobri letras e palavras que nasciam de outra forma, após tantos anos. Também me emocionei relembrando as músicas que mamãe cantava para nós. E daí fui para os clássicos da família, uma coleção de canções de raiz – raízes de nossa árvore genealógica. Nesta fase cantei muito o hino nacional... E o hino do Grêmio, of course! Além de Menino da Porteira e músicas religiosas.
      Tive também minha fase compositora. Sempre em rimas, algumas forçadas e muitas próprias somente para quem não detém toda a compreensão da linguagem falada. Mas nesta fase cantei muito o que sentia por ele, o que via nele, a história dele e de nossa família ou apenas rimas engraçadas e divertidas. Foram inúmeras canções cantadas uma única vez, que falava daquele momento em especial ou do sentimento que nos envolvia.
      Descobri que mesmo muito pequeno ele já dominava várias letras e mais ainda a melodia destas músicas. Achei sensacional, surpreendente, encantador.
      A música é a expressão mais remotamente usada pelos humanos para se comunicar com os deuses. E isto não é pouca coisa, ou algo que pode nos passar despercebido. Esta linguagem transmite além dos códigos de palavras, a nossa capacidade básica de sentir, nos leva por caminhos mágicos onde o racional não pode nos levar.
      A música é emoção, é declaração, é algo que toda mamãe deve proporcionar ao seu filho. E não se preocupe com afinação quando cantares, certamente ele entenderá e sentirá o principal.
      Eventualmente meu Ari Bernardo ainda hoje me pede para cantar antes de dormir... Sinto-me uma diva das óperas italianas. Recomendo!!!


terça-feira, 17 de junho de 2014

Quando devo levar meu filho ao Psicólogo?



Esta é uma dúvida frequente dos pais com relação ao acompanhamento psicológico dos filhos. Vou relatar alguns sintomas que podem estar indicando que seu filho precisa de ajuda. Vamos pensar na criança em desenvolvimento e que está em constantes fases de mudanças, isto desde o momento que nasce até a morte somos serem em desenvolvimento. Então primeiro devemos observar mudanças de comportamento como o desinteresse por brincar, este é um sintoma muito importante. Seu filho perdeu o interesse pelos brinquedos ou quebra eles com frequência? Manifesta agressividade através do brincar?
Outro sintoma importante é a dificuldade em dormir e apetite, isto em maior ou menor grau.
Houve algum trauma na família que pode levar seu filho a mudar de comportamento como por exemplo a perda de um ente querido, separação de pais...
Na fase de aprendizagem, alfabetização e leitura algumas crianças apresentam dificuldades no ritmo de aprendizagem o que leva a escola a recomendar uma avaliação psicológica para verificar problemas e ajudar na mudança de comportamento ou ainda diagnosticar possíveis transtornos.
Seu filho apresenta medo frequente e insegurança?
Este sintoma é bastante comum como o medo de dormir sozinho, ir ao banheiro...
A criança saudável é energia! Gosta de brincar, é criativa, está sempre descobrindo seu mundo e construindo seus passos de acordo com seu ritmo de desenvolvimento que é individual. Não devemos comparar crianças da mesma idade por este motivo.
Os pais devem observar sempre o comportamento dos filhos. Devemos criar nossos filhos pensando que um dia não estaremos mais aqui para apoia-los, que eles estejam preparados para a vida de forma equilibrada. Tarefa fácil? Não mesmo....  E em qualquer dificuldade na educação dos filhos não deixe de procurar apoio.


Abraços
Michele Valeska


domingo, 15 de junho de 2014

Como variar o cardápio do seu baixinho

 

Ter um cardápio variado e saudável em casa quando se tem crianças é sempre um desafio de criatividade. A inclusão de vegetais na alimentação das crianças também é um desafio.
Muitas vezes não sabemos como nem onde incluir os vegetais para incentivar o consumo pelas crianças.
Bolinhos são sempre uma boa alternativa para incrementar a alimentação dos baixinhos. Podemos fazer vários tipos de bolinhos, e ainda incluir no seu preparo muitos alimentos ricos em nutrientes necessários para a fase de desenvolvimento. Além do próprio bolinho ainda podemos recheá-los para ficar ainda mais gostosos.

Para fazer os bolinhos podemos juntar os ingredientes da geladeira, incentivar o baixinho que não está comendo muito bem a comer melhor. As comidinhas que eles podem comer com as mãos são mais divertidas. É uma idéia de apresentar um novo ingrediente de uma forma nova. Vamos ver uma receitinha de bolinho de arroz integral, gostosa e saudável, podendo ser variada pelo cardápio do arroz básico do dia-a-dia.

Lembrando que o arroz está no grupo dos carboidratos, e quando houver bolinhos de arroz, de batata.. substitua pela porção de outro carboidrato. Não há a necessidade do seu baixinho comer bolinho de arroz + arroz + farofa é muito carboidrato, junto na mesma refeição.
Outra sugestão é fazer molhinhos saudáveis para eles passarem no bolinho, molhinhos com Ketchup caseiro, iogurte natural com salsa, tomate... ou sirva com uma sopinha. Fica bem divertido!


Bolinho de arroz integral assado recheado



Ingredientes

Arroz integral cozido
2 ovos
1/2 xícara de farinha de rosca
½ xícara de farinha de aveia
3 colheres de parmesão ralado (pode ser outro queijo mais duro)
Alguma verdura ou legume. Esse é de couve picadinha, cerca de 1 xícara. Mas serve cenoura ralada, beterraba ralada, escarola picada, abobrinha ralada, o que tiver. E pode ser tudo junto também, se preferir.
Um raminho pequeno de cebolinha picada

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dúvidas de mãe...

      Um certo dia você sai com o seu filho e quando está no meio do shopping, ele pede para comprar um brinquedo e você diz: "hoje a mamãe não tem dinheiro para  comprar o brinquedo", e começa aquela cena inesquecível: ele se joga no chão, esperneia, chorar alto, chamando a atenção até do Papa... E ainda por cima, as pessoas te olham "atravessado", como se você fosse a pior pessoa do mundo e pensam: "que mal tem em dar aquele brinquedinho para ele, tadinho..." 



Nesse momento você se sente a pior pessoa do mundo, vem a vergonha, a vontade de sumir... Mas calma, até o filho do Príncipe Charles tem ataques de birra e manha...






Aí vem as perguntas, onde foi que eu errei? O que eu devo fazer?  Meu filho é assim mesmo... Sempre faz isso... PÁRA! SEM CONFORMISMO, você PODE MUDAR essa situação.

Primeiro de tudo devemos pensar em nossa família como sendo o centro de tudo, de nossas ocupações, de nossos deveres, de valores morais intelectuais... A educação de nossos filhos hoje em dia são delegadas à escola, os pais acham que os professores  devem educar seus filhos... A escola é uma extensão da casa sim, mas a educação vem de casa, o exemplo vem de casa, o comportamento da criança reflete o clima vivenciado em sua própria casa. 



Quando uma criança mostra desvios de comportamento, de conduta, ou de socialização, a primeira coisa que deve ser feita é conversar com os pais. Entender o mundo da criança, o momento pelo qual está passando, o que está sentindo pode nos ajudar a detectar o porque da mudança de comportamento.

A criança necessita de uma rotina diária, de combinados, de regras, por fim, de limites. Dessa forma ela se sentirá mais segura para lidar com as questões afetivo-emocionais e com os relacionamentos no dia a dia na família ou na escola. 

Os problemas de comportamento são adquiridos pelas crianças pela forma como elas vivem, com a falta de limites e de regras bem claras e precisas. 

Os combinados costumam funcionar muito bem com as crianças. Elas precisam de uma certa antecipação do que vai acontecer, para não ficarem inseguras e criarem uma cena daquelas. 

Experimente, por exemplo, antes de ir ao shopping e dizer: "querido, mamãe vai ao shopping comprar tal coisa, e hoje não iremos trazer brinquedos, ok?  Por mais que ele esqueça, e ao passar pela vitrine da loja ele peça para comprar, basta você lembra-lo do combinado, e lembrar de manter o não até o fim. Ele até pode chorar, espernear, se jogar no chão, mas diante de sua postura firme de manter o NÃO, com o tempo ele irá aprender que não precisará fazer ceninhas para conseguir o que quer. 

Passei por uma situação dessa recentemente... eu filho queria brincar com água, já era 23:30h, e muito frio... Me abaixei na sua altura, olhei em seus olhos e disse firmemente:que não  iria brincar com água, pois estava muito frio e já estava na hora de dormir (aliás, passou muito da hora de dormir...). Ele chorou, berrou, esperneou e eu mantive minha postura... "Mas mãe, eu só queria brincar com água...". Sim, na cabecinha dele era só isso, mas eu não podia permitir que isso acontecesse... Meu marido quis dizer assim: vamos tomar banho, você brinca com a água no chuveiro e  eu disse: hoje não tem brincadeira com água, vamos tomar banho e dormir. O meu coração doía, de ver aquela carinha linda com olhos inchados de chorar, por estar sentido comigo, de vir me pedir tantas vezes para "só brincar com água"... mas mantive firme minha palavra, sem compensações. O brincar no chuveiro estaria autorizando a fazer o que eu havia negado... temos que tomar cuidado com as compensações. Por fim, ele entendeu que o NÃO ERA NÃO, e isso com certeza o ajudará a enfrentar as situações mais adversas que a vida lá fora irá oferecer a ele no futuro (frustrações).

Uma saída para as crises de birra e manha, é utilizar o lúdico, o imaginário da criança. Mantendo firmemente o não, você pode sugerir a ela fazer outra atividade, e distraí-la. Desviar sua atenção, mas sem dar o que ela inicialmente queria e você negou. Isso funciona! 

Como sugestão, temos alguns livros que nos ajudam a entender um pouco mais as crianças e como podemos ajudá-las e nos ajudar também.




Livro sensacional, que fala sobre o equilíbrio entre a permissividade e o limite, de uma forma antes não lida, o livro Crianças Francesas não fazem manha podem contribuir muito para ajudar você a elaborar pensamentos a respeito do tema.




Acabei de comprar esse, ainda não li, mas logo logo conto mais sobre ele!


 
Uma forma inteligente e humana de se colocar limites 
sem que os pequenos fiquem traumatizados, ótima leitura.




 Livro muito dinâmico, mostra a situação, o lado da criança, 
o que pensam os pais, a opinião do psicólogo e sugestões do que devemos e não devemos fazer.



 Através de casos verídicos, Deborah Carrol consegue exemplificar situações do dia a dia, que achamos estar presente apenas em nossas casas.



Para você ficar com o coração aliviado...




Mãe é mãe...
Mãe também sofre...
Mãe tem coração de ouro...
Mas seu filho irá agradecer um dia por você ter feito isso com ele!!!

Um beijo bem gostoso e um abraço apertado!!!

Dani Marcelino

bydanimarcelino@hotmail.com

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domingo, 8 de junho de 2014

Que tipo de alimentação devem seguir as crianças com intolerância ao glúten?

Olá mamães, como continuação do post passado, hoje vou falar um pouquinhos sobre a alimentação das crianças celíacas, aqueles intolerantes ao glúten.

A dieta sem glúten deve ser seguida pela criança por toda a vida, quando diagnosticada como celíaca. A dieta deve iniciar-se depois de haver sido realizada uma biopsia intestinal e que se demonstre que existe, sem dúvida, a intolerância ao glúten.


Alimentos que uma criança celíaca não pode comer

Pão, trigo, aveia, cevada, centeio, produtos derivados como o amido, farinha, pães, massas, bolos, pastéis, tortas, biscoitos, sêmola de trigo, leites e bebidas malteadas e bebidas destiladas ou fermentadas a partir de cereais.

O que uma criança celíaca pode comer, que não contém glúten:

Farinhas e Féculas  ( Cereais, Tubérculos e seus sub-produtos, que encontramos em forma de pó.
As mais indicadas:   Arroz, Batata, Milho e Mandioca.
Arroz = farinha de arroz, creme de arroz, arrozina,  arroz integral em pó e seus derivados. 
O creme de arroz não é um creme ou pasta, e sim um pó.
Milho = fubá, farinha, amido de milho ( maisena ), flocos, canjica e pipoca.  
Batata = fécula ou farinha. 
Mandioca ou Aipim =  fécula ou farinha, como a tapioca,  polvilho doce ou azedo. 
Macarrão de cereais = arroz,  milho e mandioca.
Cará,  Inhame,  Araruta, Sagú, Trigo sarraceno


Bebidas para crianças celíacas
Sucos de frutas e vegetais naturais
Refrigerantes
Chás

Ontem e Hoje

      Decidi mudar de casa e esta semana encontrei o que procurava. Quando fui levar o Ari Bernardo à escolinha no outro dia contei a novidade.
- E adivinha pé de que tem lá? – Perguntei.
- Não sei – ele respondeu.
- Pé de chuchu.
- Igual a mim, mamãe? (Ele riu, pois é uma das denominações que dou a ele).
- Sim, só que é de comer. E sabe o que mais? Tem um pé de maracujá.
- Huumm. Não tem de pitanga?
- Não, não tem pitanga. – Fiquei pensando de onde ele tirara a idéia, e meio decepcionada repeti pra mim mesma – não tem pitanga.
      Vocês não vão acreditar. As 14h deste mesmo dia iniciei meu programa na rádio e em homenagem ao dia do meio ambiente entrevistei duas autoridades de Baln. Arroio do Silva, organizadores de eventos comemorativos ao dia. Eles me trouxeram um presente... Adivinhem o que eles me trouxeram?
      Um pé de pitanga.

****************

      Esta noite acordei para trocar a fralda noturna do Ari Bernardo (sim, ele ainda faz xixi na cama aos 4 anos... alguém tem solução?)
      Bem, o fato é que enquanto o trocava me veio à mente quando eu brincava de bebezão, lembram dos bebezões? A mamãe comprou um menino e uma menina para minha irmã e para mim, mas nenhuma de nós queria a menina. Hoje é interessante lembrar que ambas tivemos filhos homens. (ah, na época eu fiquei com a menina, porque era a mais velha e tinha que entender e blábláblá.)
      Bem, lembrei da sensação da brincadeira, do cuidado, do carinho com aquele ser de plástico e tecido. Não sei se somos mães porque brincamos de boneca quando pequenas, ou se brincamos de bonecas porque somos mães.
      Olhando meu bebezão de carne, ossos e outras substâncias invisíveis aos olhos, vi que dormia totalmente certo de que eu sabia o que estava fazendo. Seguro do meu carinho, amor e responsabilidade, certo de que eu seria incapaz de fazer-lhe mal. E eu com mais certeza ainda disto tudo. Olhei pra ele e senti as 999 trilhões de vezes que o amava a mais do que meu bebezão da infância. Não pude deixar de viajar naquele sentimento me permitindo voltar aos meus 10 ou 11 anos (no meu tempo a gente brincava nesta idade) e olhar pro meu bebezão real.
      Nossa, é muito forte. Ri sozinha e confesso que atrapalhei o soninho dele dando dezenas de beijinhos.
      Ao acordar hoje pela manhã ele me abraçou e disse:
      - Mamãe, vamos acordar?
      - Sim, meu amor!
      - Mamãe...
      - Fala, meu pintinho (ele tem mais umas 648 denominações).
      - Eu te amo. – ele me disse.
      Adorava meu bebezão e ele nunca me disse nada... imagina o que sinto por este.